Cidade Criativa - Barcelona

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Ao longo da história de Barcelona, é possível identificar momentos que foram determinantes para a realidade atual da cidade. Por mais de 80 anos, a capital catalã ficou sob o domínio muçulmano. Em 801, Barcelona foi conquistada pelos cristãos e ocupada pelos Carolíngios, tornando-se o condado do Império Carolíngio. Este período medieval foi produtivo e Barcelona se estabeleceu como o centro econômico e político do Mediterrâneo Ocidental.

Contudo, entre os séculos XV e XVIII, Barcelona entrou em um período de declínio, enquanto lutava pela sua independência econômica e política. Seu momento de recuperação se iniciou em meados do século XIX, com o desenvolvimento da indústria têxtil e a queda de suas muralhas. Com efeito, em 1854, após constantes exigências dos seus moradores, Barcelona deixou de ser uma cidade murada e foram autorizadas as derrubadas dos muros. Foi a partir deste marco que a cidade passou pelo processo de renovação urbana generalizada.

Em 1860, após um concurso público para escolha do projeto de expansão da cidade, o Plano Cerdà, do urbanista Idelfonso Cerdà, foi escolhido para esta mudança. Sua proposta era fornecer uma alternativa mais ordenada de ruas e quadras perpendiculares, todas uniformes com 40 quarteirões de cada lado do Passeio Gràcia. As casas só poderiam ter três andares e, dentro de cada ilha, só poderia ser permitido construir em um dos lados, pois o espaço restante foi projetado para ser um jardim entre os vizinhos. O resultado foi a criação da zona Eixample (alargamento) com características marcantes da art-nouveau catalã.

Morar no Eixample era motivo de distinção social, já que todos os membros da alta burguesia de Barcelona ambicionavam se mudar para esta nova área da cidade. Por esta razão, arquitetos renomados foram contratados para construir casas com estilo modernista, como Josep Puig i Cadalfalch, que fez a Casa Amatller; Lluis Domenech i Montaner, da Casa Lléo i Morera; e, por fim, as casas La Pedrera e Batló de Antoni Gaudí.

As liberdades conquistadas durante esta época foram severamente reprimidas durante a Guerra Civil (1936 – 1939) e a Ditadura Franquista, na sequência (1939 – 1975). A democracia barcelonesa foi reestabelecida em 1978 e as conquistas da sociedade foram imediatas: a força econômica foi recuperada e o idioma catalão restaurado. Oito anos depois, Barcelona celebrava o ingresso na União Europeia e foi eleita para sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Esta oportunidade proporcionou um novo impulso para o potencial da cidade, e, com isso, possibilitou sua reafirmação como grande metrópole.

Barcelona utilizou o momento dos Jogos Olímpicos de 1992 e o financiamento europeu que lhe foi oferecido à época para reformular sua infraestrutura e sustentar o desenvolvimento de uma nova base econômica, ao mesmo tempo em que se mostrava ao mundo com uma nova imagem urbana ancorada em um ambiente cultural e criativo (REIS, 2011, p. 64). Foi uma grande oportunidade para a cidade se transformar, acolher seus moradores e hospedar seus visitantes de forma mais digna. Segundo José Miguel Abad, CEO do Comitê do Barcelona 92, a premissa do governo na época foi “os Jogos Olímpicos à serviço da cidade e não a cidade à serviço dos Jogos Olímpicos. Porque os Jogos duram 16 dias e a cidade dura a vida toda”. A cidade que durante séculos se desenvolveu de costas para o mar, teve uma grande área degradada recuperada e no local hoje está localizado o Port Olimpic, uma das obras mais icônicas das Olímpiadas de 1992 (Especial Legado Olímpiadas, Globo News, 2015). Ou seja, observa-se que, ao longo da história da cidade de Barcelona, assumiu-se uma postura de sobrevivência adaptativa às mudanças, uma vez que, conforme as necessidades de transformações foram surgindo, inovações foram assimiladas para adequação do novo ambiente. 

Atualmente, Barcelona é a maior cidade e capital da comunidade autônoma da Catalunha, Espanha, com uma população de 1,62 milhões de habitantes, sendo 47,5% homens e 52,5% mulheres. A expectativa de vida dos barceloneses é de 82,5 anos. Barcelona tem 64,3% da população empregada, uma taxa acima da média espanhola e europeia, sendo que 53% dos assalariados trabalham em setores de alto conhecimento. A capital da Catalunha também é considerada a 4ª cidade inteligente da Europa, a 5a cidade com melhor qualidade de vida no mundo, a 7ª cidade da Europa com melhor perspectiva de futuro e a 9ª cidade do mundo em patrimônio histórico (Meet Barcelona, 2015).

Diante destas transformações urbanas e mudanças no panorama socioeconômico da cidade, Barcelona é tida como um dos símbolos máximos de cidade criativa. Trata-se de uma localidade em que há um conjunto de fatores que envolvem contínua capacidade de renovação de sua cultura e identidade, alta densidade de iniciativas culturais diversificadas, cosmopolitismo aliado à inclusão social e valorização internacional (indústria da cultura e eventos internacionais). Além disso, ao longo de sua história, Barcelona se transformou e soube aproveitar as oportunidades que foram concedidas. Sobretudo, porque soube identificar, explorar e estimular suas diversas vocações, como, por exemplo, a arquitetura.

Esta revitalização e a renovação de Barcelona trouxeram benefícios explícitos para o setor do turismo. Barcelona foi a 5ª cidade mais visitada da Europa, ficando atrás apenas de Londres, Paris, Berlim e Roma. Somente em 2016, a Basílica Sagrada Família recebeu mais de 4,5 milhões de turistas e o Museu do Barcelona Futebol Clube ocupa o 3º lugar do ranking de lugares mais visitados da cidade.

A capital da Catalunha pode ser dividida em diferentes pequenas cidades: a Barcelona da art nouveau, a Barcelona medieval e a Barcelona olímpica. Na primeira, é possível observar as edificações dos arquitetos modernistas que transformaram Barcelona, sendo Gaudí o mais famoso deles. Nesta cidade modernista, estão pontos turísticos importantes, como La Pedrera, Casa Batló, Parc Güell, Palau de la Música Catalana e La Sagrada Família. A Barcelona medieval é ponto inicial, a partir de onde a cidade se expandiu, e possui pontos turísticos importantes como a Basílica de Santa Maria del Mar e a Catedral de la Santa Creu i Santa Eulàli. Na Barcelona olímpica, está o bairro de Barceloneta, onde é possível caminhar próximo ao mar e admirar as transformações realizadas na região para as Olimpíadas de 1992.

 

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Chile - País de extremos - Clube Turismo Online Chile - País de extremos

Isolado do resto da América do Sul e do mundo, na altura do oeste dos Andes, o Chile possui o Oceano pacífico ao leste, o seco Deserto do Atacama ao norte e as águas impenetráveis da Patagônia ao sul. De seus extremos a sua capital cosmopolita, Santiago, em seu coração, as cidades do país irão de unir em 2018 para comemorar os 200 anos de independência do país. Neste extenso território de amplos horizontes, se deixe invadir pela sensação de estar vivo. Você pode se conectar com a natureza ou explorar terras primitivas. E, ao mesmo tempo, o povo chileno e toda sua cultura vão surpreender você com sua amabilidade e hospitalidade. Com o passar dos anos, o Chile tem se consolidado como um dos mais atraentes e valorizados destinos do nosso continente. Patagônia Uma área que se divide entre dois países, Chile e Argentina, a Patagônia é em grande parte desabitada, mas vários pontos em ambos os países possuem boa estrutura hoteleira e turística. A parte chilena da Patagônia compreende a região de Los Lagos, o sítio arqueológico de Monte Verde, as ilhas a sul das regiões de Aisén e Magallanes, incluindo o lado ocidental da Terra do Fogo e do Cabo Horn. Durante o verão, os dias são mais longos e o frio menos intenso, o que torna a melhor época para viajar para a extensa região. É de lá, inclusive, que partem as excursões para a Antártida e onde é possível apreciar as mais diferentes espécies de animais marinhos. Deserto de Atacama Destino para o ano inteiro, o Deserto do Atacama é o mais alto e mais seco do mundo, mas pode e merece ser visitado em qualquer época do ano. Para quem escolhe ir no inverno, será recompensado pelas paisagens de neve, já para quem decide ir no verão, a boa notícia é que os passeios, em sua maioria, acontecem nos períodos do dia de temperatura mais amena nesse oásis em plena sintonia com a natureza. No coração do deserto encontramos o pequeno vilarejo de San Pedro de Atacama, que recebe milhares de turistas todos os anos por sua paisagem singular, mas ainda assim preserva ruas de terra e arquitetura rústica. Sem aeroporto na cidade, os voos descem em Calama, que fica a pouco menos de 100 km. Santiago Porta de entrada para o país, Santiago do Chile tem atrações de tirar o fôlego, gastronomia e cultura ricas. Com sua arquitetura diversificada a começar pela Igreja de São Francisco, passando pelos modernos prédios espelhados que dividem cenário com os demais cheios de história para contar em uma cidade cosmopolita, Santiago é uma das capitais mais queridas da América do Sul. Se a época do ano escolhida para a viagem for o inverno, vale a pena conferir as estações de esqui que ficam perto da cidade, aproveitando o máximo da estadia. Ou, também ao redor da cidade, mas em outras épocas do ano, vale a pena partir de Santiago para conhecer as famosas vinícolas que ficam aos arredores e degustar os melhores vinhos da região.

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