Destinos

A reinvenção das cidades

Já parou para pensar como as palavras “espaços coletivos” e “engajamento social” entraram no vocabulário diário das cidades?

 

Ao longo do desenvolvimento das cidades se observam ciclos de migração, ora da cidade para o campo, ora do campo para a cidade. Seja qual for o período, a história da civilização urbana reflete a situação da sociedade, da relação entre as pessoas e a cidade. E, há algum tempo, nota-se como essa relação vem mudando.

 

O foco agora é no plural

 

O centro do urbanismo contemporâneo está no encontro entre pessoas, na busca por atitudes e ações coletivas sustentáveis que beneficiem o máximo possível de pessoas. Os cenários das cidades estão repletos de transformações e propostas inovadoras para problemas antigos. Esta nova cidade que se denomina atualmente cidades criativas.

 

O que é cidade criativa?

 

A cidade que procura se desenvolver interligando três premissas: inovaçãoconexão e cultura. Ou seja, são cidades que estão em constante mudança e levam em consideração práticas e soluções inteligentes para os problemas cotidianos. Além disso, existe uma noção de cidade sistêmica, interligação entre as áreas, parcerias entre os setores públicos e privados que visem melhorias, valorização do espaço e noção de local e global.

 

Segundo Altair Assumpção, co-fundador da Sustainable Hub, se cada indivíduo se interessasse verdadeiramente pela sua região e se sentisse genuinamente pertencente a ela, ele zelaria pelo lugar e faria dele o melhor lugar para se viver. Por isso, a ideia de cidade criativa está diretamente relacionada às pessoas e como estas deixam de ser coadjuvantes nas mudanças da sua cidade e assumem o papel de protagonistas.

 

O que a cidade criativa estimula em você, morador?

 

Uma cidade criativa é aquela que estimula a criatividade de todos e que a partir deste estímulo, alcança a inteligência coletiva. Com isso, busca soluções para problemas cotidianos e aumenta a competitividade da cidade.

 

Entendendo os eixos principais: inovação, conexão e cultura

 

O eixo da inovação contempla a quebra de paradigmas nos processos e a criação de novos modelos de governança que englobem a sociedade civil, promovendo o engajamento social. A conexão pode ser entendida como a apropriação da cidade pelas pessoas, a partir da identificação dos mapas afetivos. Envolve a ligação entre os setores público e privado e a comunidade para tomada de decisões nos contextos local, regional e global. Também estão neste eixo os espaços, atividades e serviços ofertados pela cidade de forma democrática, sem distinção da classe social do público. E ainda, envolve a conexão entre os tempos da cidade, ou seja, entender a sua história, sua identidade, particularidades para planejar o presente e o futuro. O eixo da cultura refere-se ao comportamento das pessoas, a qualidade de vida, as diversidades e como se dá a sua contribuição para economia. Inovação, conexão e cultura sob a óptica da cidade criativa estão relacionados intrinsecamente.

No geral, cidades consideradas criativas possuem em comum o fato de terem condições como:

1)      Sustentabilidade;

2)      Mobilidade;

3)      Solidariedade;

4)      Identidade;

5)      Autoestima;

6)      Sentimento de pertencimento;

7)      Integração;

8)      Liderança;

9)      Governança com arranjo de corresponsabilidade entre os agentes e integração das várias regiões.

 

Alguns exemplos de cidades criativas

 

Barcelona, Medellín e Nova Iorque são alguns dos vários exemplos de cidades criativas que temos pelo mundo. E o que essas cidades têm de diferente em relação às outras? A primeira coisa é a forma como o turista é recebido e como o morador lida com a sua cidade – ou seja, estamos falando de hospitalidade.

A hospitalidade vai além do senso comum de receber bem o outro. Trata-se de um ato humano que pode aproximar pessoas e promover mudanças em uma empresa, família ou cidade. O que se vê, então, é que a hospitalidade no contexto urbano não pode ser pensada apenas no sentido de hóspede – anfitrião. A cidade engloba muito mais do que essa relação dual; é preciso pensar numa hospitalidade coletiva.

Na sua próxima viagem, lembre-se disso: “A cidade só é boa para o turista se for boa para os habitantes”.

 

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